domingo, 4 de março de 2018

Timidina - célula unitária

Representação da molécula da timidina e de sua célula unitária.


Timidina

Nesse trabalho investigou-se os modos vibracionais da timidina até pressões de aproximadamente 5 GPa. A timidina é um dos nucleosídeos, isto é, uma base dos ácidos nucleicos mais um açúcar ligados por um beta-glicosil. Um estudo anterior apontou que a citidina apresenta uma transição de fase em torno de 4 GPa. Nesse trabalho investigou-se a timidina exatamente para se conhecer a estabilidade da estrutura sob essa condição termodinâmica. Os espectros Raman mostraram que uma série de anomalias aparece em torno de 3 GPa, entre elas, desaparecimento de modos de baixa energia, separação de bandas associadas a modos de grande número de onda, diminuição do número de onda de modos relacionados a ligações de hidrogênio, entre outros. Contudo, as modificações observadas nos espectros Raman são reversíveis; quando se diminui a pressão até o valor de 1 atm, o espectro Raman original é recuperado. [F.M. Barboza, J.G. da Silva Filho, P.T.C. Freire, P.F. Façanha Filho, J.A. Lima Jr, F.E.A. Melo, M.R. Joya, J. Barba-Ortega, Vibrational Spectroscopy 89, 62 – 68 (2017)]. 


Sm2Mo4O15

Nesse trabalho foi usada dinâmica de rede para se fazer a identificação dos modos normais de vibração do material e investigar-se o seu comportamento por espectroscopia Raman até 7,9 GPa. Observou-se que em torno de 5 GPa o cristal sofre uma transição de fase de primeira ordem irreversível para uma fase amorfa. De fato, quando se realiza o experimento de descompressão o espectro obtido novamente à pressão de 1 atm é característico de uma estrutura amorfa. Baseado nos resultados, acredita-se a amorfização ocorre em virtude de uma transição de fase impedida, que é uma das justificativas para o fenômeno. [S.D. Silva Santos, W. Paraguassu, M. Maczka, P.T.C. Freire, Spectrochimica Acta A 174, 80 – 85 (2017)].


sábado, 3 de março de 2018

Fe2(MoO4)3 - fotografia

Fotografia de microcristais de Fe2(MoO4)3 por microscopia eletrônica de varredura e correspondente análise EDS dos elementos constituintes.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Fe2(MoO4)3

A partir do método hidrotérmico tradicional, obteve-se cristais de Fe2(MoO4)3 e investigou-se os materiais cristalinos até pressões de aproximadamente 7 GPa por meio de espectroscopia Raman. Desse estudo verificou-se que o material sofre amorfização em cerca de 4,8 GPa. A partir desse valor de pressão os modos da rede desaparecem e os modos internos passam a apresentar uma grande largura de linha. De acordo com a interpretação dos resultados a amorfização acontece em virtude da desordem dos grupos MoO4. Também foi observado que se a pressão é relaxada a partir de 7 GPa para a pressão atmosférica, a transição de fase pode ser considerada reversível, uma vez que o espectro original é recuperado. [J.V.B. Moura, G.S. Pinheiro, P.T.C. Freire, J. Mendes Filho, G.D. Saraiva, B.C. Viana, C. Luz-Lima, Vibrational Spectroscopy 87, 88 – 93 (2016)].


Ácido L-glutâmico (forma alfa)

O ácido L-glutâmico pode ser cristalizado em duas diferentes formas à temperatura ambiente: forma alfa e forma beta. A forma alfa foi estudada numa célula de pressão a extremos de diamantes até 7,5 GPa. Desse estudo realizado através de espectroscopia Raman descobriu-se que durante a compressão o cristal sofre duas transições de fase, entre 1,9 e 2,3 GPa e entre 3,3 e 3,7 GPa. Um detalhe que se destaca na investigação de diversos materiais desta família é o fato de que muitos deles apresentam uma transição em torno de 2 GPa. No caso específico do ácido L-glutâmico as duas transições de fase foram caracterizadas por mudanças nos modos de baixa energia. Observou-se ainda que entre 5,6 e 6,0 GPa todas as bandas aumentam bastante suas larguras de linha, sendo tal fenômeno interpretado como devido ao aumento da desordem, que por sua vez pode ser devido à solidificação do meio compressor. [C. Luz-Lima, J.A. Borges, J.V.B. Moura, G.S. Pinheiro, B.C. Viana, J. Mendes-Filho, P.T.C. Freire, Vibrational Spectroscopy 86, 343 – 349 (2016)].


Fenilalanina-L ácido nítrico

A L-fenilalanina é um aminoácido bem difícil de ser cristalizado na forma pura. Entretanto, quando crescido em determinadas soluções, ele pode ser cristalizado juntamente com moléculas do solvente. Nesse trabalho, cristal de fenilalanina-L ácido nítrico foi crescido na proporção 2:1 e seus modos normais de vibração por espectroscopias Raman e infravermelho foram investigados. Nesse mesmo trabalho foi reportado um estudo do cristal submetido até pressões de 7 GPa através da espectroscopia Raman. A interpretação dos dados apontam que o cristal sofre uma transição de fase em 0.6 GPa envolvendo, entre outros, rocking do CH2 e rocking do NH3. Além disso, acredita-se que também ocorre uma modificação numa ligação de hidrogênio entre o NO3 e a molécula do aminoácido, confirmando que esse tipo de ligação é onipresente quando o assunto é estabilidade de cristais com ligações H. K.P. da Silva, M. Ptak, P.S. Pizani, J. Mendes Filho, F.E.A. Melo, P.T.C. Freire
Vibrational Spectroscopy 85, 97 – 103 (2016)].


HISTÓRIA: Cristais de sulfatos

Durante a década de 1980/1990 um importante tema de estudo no grupo de Física do Estado Sólido no Departamento de Física da Universidade Fed...