O ácido L-glutâmico pode ser cristalizado em duas diferentes formas à temperatura ambiente: forma alfa e forma beta. A forma alfa foi estudada numa célula de pressão a extremos de diamantes até 7,5 GPa. Desse estudo realizado através de espectroscopia Raman descobriu-se que durante a compressão o cristal sofre duas transições de fase, entre 1,9 e 2,3 GPa e entre 3,3 e 3,7 GPa. Um detalhe que se destaca na investigação de diversos materiais desta família é o fato de que muitos deles apresentam uma transição em torno de 2 GPa. No caso específico do ácido L-glutâmico as duas transições de fase foram caracterizadas por mudanças nos modos de baixa energia. Observou-se ainda que entre 5,6 e 6,0 GPa todas as bandas aumentam bastante suas larguras de linha, sendo tal fenômeno interpretado como devido ao aumento da desordem, que por sua vez pode ser devido à solidificação do meio compressor. [C.
Luz-Lima, J.A. Borges, J.V.B. Moura, G.S. Pinheiro, B.C. Viana, J.
Mendes-Filho, P.T.C. Freire, Vibrational
Spectroscopy 86, 343 – 349 (2016)].
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